Trilogia - Um Castelo no Pampa


Um autor gaúcho que li muito seus romances são excelentes .....

Perversas Famílias

 primeiro volume da Série "Um castelo no pampa"
Do amor de um homem por uma mulher surge um sonho: construir um castelo no meio do pampa gaúcho. Mas a concretização de tamanha empreitada caberia ao filho dele, Olímpio. Assim tem início Perversas famílias, o primeiro volume da série "Um castelo no pampa". Luiz Antonio de Assis Brasil, um dos maiores romancista brasileiros, conta a saga da família Borges da Fonseca e Menezes, que se confunde com a história do próprio Rio Grande do Sul. Narrada em um vaivém temporal, Perversas famílias revela aos poucos quem é quem. E como o título já diz, disseca as mentiras e a hipocrisia que rondam as relações entre pais, filhos e irmãos ao mesmo tempo em que põe por terra as contradições do projeto latifundiário-pecuarista, num turbilhão de emoções que tem continuidade nos outros livros da série, Pedra da memória e Os senhores do século.

Pedra da Memória
Pedra da memória, segundo volume da trilogia Um castelo no pampa, é um convite à bisbilhotice. Não há como resistir à sensação de querer saber mais sobre os habitantes do castelo quando suas portas se mostram escandalosamente abertas. 

Nesse romance que, como o outro, é composto por várias linhas narrativas cronologicamente embaralhadas, vivem, basicamente, as mesmas personagens. Estão ali o jovem, depois o velho republicano gaúcho, sua esposa (um condessa austríaca), seus três filhos, o irmão bastardo e bêbado, e o pequeno neto que vai crescendo - um olhar novo e irrequieto sobre aquilo que se transforma na decadente aristocracia do Rio Grande do Sul. São os mesmos, mas já não são os mesmos. Em Perversas famílias, eles eram circunspectos, infelizes, soberbos e misteriosos. Desfilavam suas emoções com uma grandeza operística. Luiz Antonio de Assis Brasil os amesquinhou neste último romance. Não transformou suas personalidades, nem seu jeito de ver o mundo ou sonhá-lo. Apenas nos fez chegar mais perto deles, de sua vidinha ordinária, seu cotidiano indigesto. Em suma, os fez desgraçadamente humanos, destruindo-lhes a máscara do mistério. Assim Pedra da memória não possui a grandeza do livro que o antecede, mas, de uma nova maneira, é irresistível. 

Os Senhores do Século



Com a publicação de Os senhores do século, Luiz Antonio de Assis Brasil finaliza a trilogia inaugurada em 1992 sob o título geral de Um castelo no pampa. Os volumes precedentes, Perversas famílias e Pedra da memória, dimensionaram a ação no microcosmo do antigo patriciado do Brasil meridional, fazendo-a remontar à saga dos fundadores. 

Alcançando agora um momento decisivo do nosso tempo, este último volume fixa o eixo cronológico na Revolução de 30, quando Getúlio Vargas empolga o governo do País. Projetada neste cenário, é interessante a situação do Doutor Olímpio, protagonista de Os senhores do século. Nas trincheiras provinciais, ele já foi um inimigo declarado do ditador, liderando a oposição ao autoritarismo castilhista. Mas, como logo se vê, o mecanismo político é uma engrenagem complexa. Na mudança dos ventos, as alianças partidárias acabam por colocá-lo lado a lado como o governante na privilegiada posição de Ministro de Estado. 

Comentários